Anjos Em Terra
Internado este mês de Agosto de 2011 no serviço de ortopedia B do hospital Curry Cabral para uma intervenção cirúrgica, fui objecto e sou testemunha, do profissionalismo e dedicação da maioria do seu pessoal – médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar -- em todas as suas especialidades.
Deixo porém aqui uma palavra de especial apreço à Sra. enfermeira Anabela, por a entender uma mulher bonita, pessoa de um carácter muito especial, atenta, solícita e sempre pronta a ajudar – enfermeira por vocação.
Vou reter na memória das coisas boas a visão idílica e fugidia do anjo da guarda, na pessoa da enfermeira Gracy quando na sua apresentação matinal, me acordou de um sono profundo. Foi tão bom acordar assim estremunhado, com aquela angélica visão, que até dá vontade de estar doente.
Ao abrir os olhos, contemplei aquela beleza personificada e pensei por momentos, que estava no céu, assistido pela chefe dos anjos.
Obrigado também a uma enfermeira cujo nome não fixei, séria, «durona», que – sendo muito eficiente – daria também um bom sargento do exército, com aquela sua expressão grave, e grossa voz de comando.
Dinâmica, afectuosa e eficiente é também a D. Carla - aquele majestoso mulherão -- que é secretária administrativa, ao que me parece.
Simpático aquele enfermeiro Rodrigo!
Embora com muito poucos contactos comigo, pareceu-me muito simpático também, aquele Sr. Francisco – penso chamar-se assim, o senhor -- sendo porém do antigo testamento a sua relação com a matemática, ou seja, do tempo em que 6x 8 são 24 e vão 2.
Precisa de ter algum cuidado, porque quando necessitar de administrar algum medicamento fraccionado – com as regras da matemática moderna - as coisas podem complicar-se mais. Estou a brincar, evidentemente!...
Expresso também o gosto pela confecção alimentar – de muito boa qualidade.
Não, não fiquei surpreendido pela boa qualidade dos serviços prestados, apenas confirmei a opinião que há muito tinha formado.
Esta é já a minha segunda experiência de internamento em hospitais públicos de Lisboa, pois já havia sido internado para outra cirurgia, durante dez dias, nos hospitais de S. José e dos Capuchos em Outubro de 2010.
Também dessa vez fui tratado zelosamente por todos os profissionais de saúde que intervieram na minha estadia e no meu tratamento.
Eu porém não cumpri na ocasião o meu dever de registar a gratidão de que lhes fiquei devedor. Penitencio-me por isso.
Embora muito tarde – mas, tarde é o que nunca vem – deixo-lhes agora também, penhorado, o testemunho público do meu reconhecimento.
Como nota final, e como não há bela sem «se não», digo que me pareceu menos bem o anúncio verbal e presencial em cada sala, da missa dominical -- por poder deixar as pessoas algo embaraçadas e dar um certo ar de proselitismo.
Parecer-me-ia melhor que o anúncio de serviços religiosos fosse afixado por escrito à porta das salas.