sábado, 30 de abril de 2011

Dignidade nacional

JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN2011-04-11
Nas próximas eleições existe um elemento fundamental em jogo: dignidade nacional. Se, como várias vozes alvitram, o partido de José Sócrates tiver um resultado digno, a nossa democracia sofrerá um rude golpe. Portugal será a chacota mundial.
Não se trata de uma questão de votos, mas de elementar racionalidade. Aqueles dirigentes que presidiram seis anos, quatro dos quais em maioria, aos destinos nacionais, não podem ser poupados. Depois de longos tempos a negar a realidade, a manipular a imagem, a pintar quadros ilusórios em que cidadãos e mercados não acreditam, só ficarão impunes com descrédito para o sistema político.
Nos últimos 32 meses, ou o Governo ignorava a realidade ou sabotou deliberadamente a situação nacional. Não há outra explicação. Se a charada da vitimização tiver êxito eleitoral, isso mostra não a qualidade do Governo mas a tolice dos eleitores. Com a chantagem da instabilidade, ficção da política de sucesso, desplante de negar o óbvio, Sócrates andou anos a dançar na borda do vulcão. Agora que o País caiu lá dentro, o PS não pode ser poupado. Como na Grécia e na Irlanda, Portugal precisa de que ele perca forte a 5 de Junho.
Antigamente, algo evitava estas circunstâncias. Chamava-se vergonha. O responsável pela condução nacional ao colapso, mesmo considerando-se tecnicamente inocente, assumia politicamente a situação e afastava-se para dar lugar a outros. Mas esse pudor político anda muito arredado das praias nacionais, como andou no auge do Liberalismo oitocentista e na ruína da Primeira República. Mais que a incompetência e corrupção, era o descaramento dos responsáveis que então destruía a vida nacional. Foi essa a nossa experiência democrática até meados do século XX.
Por isso, após 1974 tanto se temia o regresso da liberdade, que nunca rodara bem nestas paragens. Surpreendentemente, o regime funcionou. Funcionou mesmo muito satisfatoriamente. Nas três primeiras décadas após Abril, apesar de inevitáveis tropelias e abusos, presentes em todos os regimes, existiu honra, dignidade, elevação, acompanhada por alternância e desportivismo. É isso que tem resvalado ultimamente. As próximas eleições mostrarão se regressámos à antiga podridão ou se foram lapsos passageiros.
Mas não há situações em que, após o desastre, a administração permanece? Sim, nos casos de Mugabe, Gbagbo e, até há pouco, Mubarak ou Kadhafi. É essa semelhança que nos condena.
Quer isto dizer que o Partido Socialista tem de ser punido? Este PS sim! Aliás, o partido é uma das grandes vítimas da situação. A reeleição estrelar de José Sócrates, consagrada no XVII Congresso deste fim-de-semana, com votações à Mugabe, apenas manifesta isso de forma pungente. Quando acabar o delírio, será preciso salvar o partido deste longo pesadelo que se arrisca a afectá-lo gravemente. Além de arruinar o País, o consulado Sócrates, na única maioria absoluta socialista, danificará seriamente a sua área ideológica. Na ânsia de se salvar política e pessoalmente, o primeiro-ministro enterra aquilo mesmo que diz defender.
Uma das declarações originantes na nossa democracia deu-se a 26 de Novembro de 1975. O vitorioso major Ernesto Melo Antunes disse na televisão, relativamente aos vencidos: "A participação do PCP na construção do socialismo é indispensável." Agora é bom lembrar que o Partido Socialista é também indispensável à democracia. Estes meses são dos piores da sua ilustre história. Mas o longo delírio socrático, que termina nesta louca corrida para o abismo num autismo aterrador, não pode servir para desequilibrar duradouramente a estrutura partidária nacional. Há que salvar o PS de si mesmo.
No dia 5 de Junho, os portugueses votarão. Costuma louvar-se a sabedoria do povo. É fundamental que os eleitores, entre alternativas mornas e demagogia dura, compreendam a situação. A escolha hoje não é de políticas. Após 32 meses de negação, ilusões e derrapagem, quem for eleito terá grande parte da sua tarefa definida pelos nossos credores. O que está em causa é mesmo a dignidade nacional.


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Feira de Vaidades


Três expresidentes foram convidados e vaidosamente aceitaram, a botar faladura nas já bolorentas comemorações do 25 de Abril; «vanitas vanitatum et omnia vanitas».
Sim, vão impar de vaidades pessoais. Mas que consolo, benefício, ou incentivo podem trazer ao povo, com a inutilidade do seu palavreado inconsequente? Acaso poderão mitigar minimamente os efeitos da miséria a que vários governos nos conduziram? Não. «Ali não se vê mata de onde saia lobo»!
Se as suas palavras valessem, deviam tê-las dito durante o tempo das suas magistraturas, ou no Conselho de Estado, que integram.
No entanto, gostaria de lhes fazer algumas perguntas, a saber:
- A um, perguntaria:
a)     Acha que o povo ainda tem direito à indignação? E como expressá-lo?
b)    Porque é que num frente a frente com o seu adversário, na sua última campanha para as presidenciais, tratou tão descortesmente o seu adversário, como se fora um bronco desprezível?
      c) Continua a achar que Paulo Portas é um tumor maligno que deve ser expurgado da sociedade portuguesa? E porquê? E aceita – como, com certeza, o seu alto espírito democrático lhe ditará - que ele ou alguém, faça sobre si, exactamente as mesmas considerações?
A outro, faria a seguinte pergunta:
- Ainda continua a parecer-lhe que há mais vida para além do défice?
Perguntaria a outro ainda:
-Tendo alvitrado que se trocasse a moeda má pela moeda boa – e tendo-lhe a «previdência» feito a vontade – era a moeda preconizada, a que foi encontrar quando foi eleito presidente da república? E como conviveu e convive com ela?
Ao primeiro não perguntaria nada, porque, como é apanágio dos militares, cumpriu – em tempos difíceis - com galhardia e sem se prestar a «comédias», a missão a que se propôs e que lhe foi confiada.
Aparecer-nos-ão agora «manhosos e piedosos» apelos a consensos, que mais não seriam do que a tal suspensão da democracia por tempo indeterminado, e cujo alvitre, tanto criticaram.
Foi sob o olhar compassivo de alguns destes expresidentes, que tivemos de conviver com o exercício de deputados, referidos como envolvidos em escândalos de pedofilia, como no caso «Farfalha» ou Casa Pia, ou fraudes como CGD dos Açores. E isto porque enquanto uns os referem, outros, subjectivamente os presumem inocentes.
O povo sim, deve sentir-se envergonhado de ser representado por algumas destas figuras que, descaradamente lhe são «impostas» pelos partidos, e que estes enchem de honrarias, protecção e prebendas.
Sempre achei que a figura de deputado, devia ser uma figura impoluta. Porém não é assim, e temos de conviver com isso, o que se torna uma tragédia.
Por isso também, sempre defendi e defendo – como Alexandre Soares Santos – que para se ser candidato a deputado, devia ser obrigatória a apresentação de currículo.
E, voltando à «vaca fria», quem não se lembra de também alguns dos expresidentes, numa atitude de puro indigenato vaidoso, irem exibir a família à televisão, em programas de Herman José ou outros?...
Amanhã mostrar-se-nos-ão as vidas das «primeiras damas», quais «padeiras de Aljubarrota», em livro de Alberta Marques Fernandes.
Que hão de ter de diferente estas ilustres senhoras, das outras 6 milhões de indígenas? Ou será isto uma necessidade de a Alberta preencher a vacatura do Carlos Castro?
E porque será, que todas se prestam a esta exibição publicista? Talvez, por arrogantemente pensarem que devem servir de modelo às outras portuguesas.
É ainda para satisfação das suas vaidades pessoais, que estas criaturas presidem a tudo quanto é coisa.
O que me parece que poderia ser verdadeiramente importante, era saber em que medida, a existência destas figuras que nos foram eleitoral, democrática, e talvez até acidentalmente «impostas», contribuíram para a melhoria ou pioria das condições de vida do restante indigenato português. Sim, porque era a isso que era suposto proporem-se.
vanitas vanitatum et omnia vanitas! Em grande parte, é este auto culto da personalidade, que nos perde, enquanto povo.
É este o mundo e o tempo político que preenche os nossos dias, e é nestas personalidades, que eu só vislumbro a figura dos «marretas».
Enfim, temos uma «democracia» carregada de vícios incorrigíveis, e é necessário que a juventude tome conta disto, e sob outra perspectiva.

Zé Macário
19/04/2011

domingo, 10 de abril de 2011

Alienação

Os telejornais dos últimos dias, apresentaram alguns pequenos trechos dos discursos de alguns congressistas do PS.
Devo dizer que logo que me apareceram, desliguei quase imediatamente o televisor, enojado de tanta vacuidade, mas não sem reparar nos comportamentos de muitos sequazes que, coleirados cor de rosa, a tudo se prestavam a bater palmas.
Ovacionavam com estrondo as palavras ou frases de cada orador, antes de elas formarem qualquer nexo.
Destaco a título de exemplo, os aplausos de pé, à seguinte tirada, empolgada, de M Alegre:
- Esta é a hora de falar verdade e sem demagogia aos portugueses.
Este - digo eu – é o meu lamento por ao longo de toda uma carreira política, nunca se terem encontrado outras horas de falar verdade e sem demagogia aos portugueses
Porém, este, é também, só um dos muitos exemplos que poderíamos dar, da completa vacuidade dos discursos, mas também da alienação da plateia.
Parece-me mesmo que o objectivo de toda a encenação destes congressos, é a alienação colectiva.
Estes demagogos são extremamente loquazes, mas a sua loquacidade consiste só na capacidade de falar, falar, falar e não dizer, e isto, na melhor das hipóteses, porque na pior, quando dizem, ou entra mosca ou sai asneira.
Bem, é bem verdade que, para se ser político, não é necessário ter frequentado qualquer escola, e muito menos qualquer curso de teor político, filosófico, ou sociológico, porém, mesmo assim, devíamos exigir-lhes mais – tanto mais que, a muitos, até pagamos a «peso de oiro», sendo eles aliás que estabelecem o seu próprio ordenado.
Não só todos os símbolos e rituais convergem para a alienação dos circunstantes, mas também os gestos, palavras e as entoações discursivas, estimulam a alucinação.
Todos os signos são estudados para produzir um determinado efeito, e produzem mesmo, isto é, vivemos sempre sob o manto da mentira.
Mas será gratuita e totalmente inocente esta alienação? Não, não é.
Se os cães de guarda ao rebanho, conduzem inexoravelmente os cordeiros para a boca do lobo, em vez de os encarreirarem para o aprisco do pastor, é porque os cães esperam que, das lautas refeições do lobo, sobrem para si (cães) alguns ossitos, mais ou menos suculentos.
 Não sei no entanto se estarei a perverter as imagens, porque o que a minha imaginação vê quando observo estes fenómenos, não são lobos, mas sim tubarões esfomeados, transportando rémoras.
E senão veja-se, quantos desses pretensos alienados, já comem ou esperam comer à manjedoura do Estado. Repare-se como andam nédios, tantos deles!...
Não sei mesmo, se será só disto que falam, quando amedrontam e se amedrontam com a extinção do estado social.
Acredito que toda esta «tristeza» não seja só apanágio do PS, mas antes, comum a todos os partidos, o que mais me entristece ainda.
Se porém agora me refiro a este partido, é porque foi este, que me provocou a náusea mais recente.
Repito o que já venho dizendo há algum tempo:
- É urgente inventar uma nova ordem, rejuvenescer, e regenerar a prática política. È necessário que os lideres sejam reconhecidos – e seguidos, conscientemente – pelas suas virtudes, qualidades e valores intrínsecos, e que se acabe com a promoção e entronização do ridículo e da mentira.

Zé Macário
10/04/2011

sábado, 9 de abril de 2011

Hino À Terra

Amei-te, terra!
Possui-te, cultivei-te, fertilizei-te, nutri-te, fiz-te desabrochar em flor primaveril…
Durante décadas, fremente de desejo, possuíste-me, amaste-me com avidez, deixaste que te lavrasse, semeasse, mondasse…
Devolveste-me em frutos – e que frutos! – a  semente que em ti depositei.
Como foi doce o divertimento de te ocupar, semear, e sentir-me possuído e amado por ti, terra!
Gozaste-me como bem primordial …
Gozei-te como bem primordial…
Foste verdadeiramente companheira, mulher, esposa, mãe….
Quisemos fundir-nos e isso aconteceu, e foi tão forte essa mútua fusão, que perdemos conscientemente a nossa identidade individual, e demos origem a outras identidades. Fomos criadores, e foi na criação que atingimos o cume da escada da felicidade, até porque, é no acto de criar, que o homem se sente comungar com Deus.
E como só reflectida nos frutos, a vida atinge o seu mais sublime sentido, é nos frutos que me deste, que me revejo, para que o ciclo continue e sempre se renove.
Só como poeta quisera cantar-te, mas tão alto não me eleva o engenho e a arte.

Zé Macário
22/03/2011


Precoce

Temos a mesma idade, fazemos anos no mesmo dia, fomos companheiros de infância e, mais tarde, camaradas de armas.
Precocemente começou a sair da «casca», precocemente entrou na juventude, e precocemente atingiu a maioridade – com autorização dos pais, evidentemente.
Muito novo começou a andar às garotas, com os rapazes mais velhos, e mais do que eles era sortudo.
Tinha a figura, a idade, o carisma e o paleio exacto, a que elas não resistem.
Era um autêntico traquina, que quebrava a monotonia, mas também o sossego lá do sítio. Porém, toda a gente gostava da sua companhia.
Gozou a vida com a intensidade possível.
Atingiu – mais uma vez precocemente – a velhice, a que não terá sido alheia a sua participação na guerra. È aliás um dos poucos resistentes, dos que com ele serviram na Guiné.
A sua paixão pela beleza das moças contínua intacta, e estas gostam imenso de o provocar, agora para ouvirem os piropos do «avozinho». É aliás assim que ele se sente, e que muitas delas lhe chamam.
Fui encontrá-lo agora naquele centro comercial – como sempre, desleixado da sua imagem, de braguilha aberta, e fralda de fora – a meter-se com a miúda da papelaria.
Fomos tomar um café ali ao lado, e aí passámos horas, desfiando recordações.
Perícia de relojoeiro e verdadeira alma de artista, a arrecadação das suas recordações é um verdadeiro museu, onde guarda as partes anatómicas femininas mais importantes.
Durante o tempo que ali passámos, interrompia a conversa de cada vez que pela nossa frente passava uma garota, e imediatamente realizava uma obra de arte, substituindo-lhes os seios, as pernas, a bunda e eventualmente até o nariz ou as orelhas, por algumas das peças do seu museu.
Uma ficaria bem com as pernas da Gabriela, uma outra com os seios da Miquilina, outra ainda com a cintura da Zefa, etc…
Numa rápida operação cirúrgica, ali tornava real a figura da sua Dulcineia.
Já sem a companheira, é muitas vezes presenteado com visitas dos netos, que têm por ele um orgulho e carinho muito especiais.
Depois do passeio matinal, tem como entretenimento a cultura de flores, com quem mantêm «diálogos» constantes, no seu pequeno jardim.
Sempre viveu pobre mas feliz o nosso Zé, no seu pequeno mundo, de onde contempla, louva, e frui, encantado, as maravilhas com que o Criador o presenteia.
Quase a terminar a nossa conversa, confidenciou-me ainda:
- Sou amante da liberdade como um dos valores supremos, e embora goste de fazer de palhaço voluntário para provocar o sorriso das pessoas, só uma coisa poderia estorvar-me de ser feliz…
Era estar num lar de idosos, como macaco amestrado, a ensaiar sorrisos e palhaçadas para recepções a esses vampiros desses políticos ou a essa canalha do jet set.    

Zé Macário
01/04/11

Urge Mudar II

Embora a juventude seja caracterizada pelo viço da sua energia, vontade de inovação, determinação, irreverência, generosidade e, acima de tudo, grande vontade de mudar o mundo, tem sido porém em todos os tempos, objecto de conflitos de gerações.
As desilusões que as pessoas vão tendo ao longo da vida, tornam-nas descrentes e cépticas, e vão ficando imunes às decepções, ou seja, já não se iludem, por medo dos logros.
As camadas mais velhas, têm normalmente dificuldade em aceitar os jovens e os caprichos próprias da sua idade, e os jovens têm dificuldade em vencer as resistências dos mais velhos.
A juventude actual é todavia a mais bem aceite de todos os tempos, e até a mais solicitada, para que tome em mãos o governo e o destino da sociedade.
No entanto, os jovens do nosso tempo – muito mais bem preparados a nível de estudos superiores, e não direi tanto em cultura geral  -  deixaram que o fragor da sua mocidade, fosse «propositadamente» alienado e encurralado na «cultura» das discotecas e afins, tendo-se tornado «abúlica», em tudo mais que à vida concerne.
Parece porém, ter acordado agora de algum estertor, o que é motivo de regozijo para a gente mais madura.
Para que possa tomar conta, com êxito, do destino da sociedade, esta mocidade precisa saber que é necessário implantar uma nova ordem de regime e de participação democrática, absolutamente alheia à que tem sido seguida pelos partidos que ainda nos «representam».
Como se verificou nesta última manifestação da nossa juventude, os jovens têm hoje uma facilidade de convocação mútua, que nunca antes existira.
Portanto, que acordem, que passem a palavra, que se convoquem, que formem as suas próprias estruturas e que tomem a liderança político-social em mãos! Isto não vai lá com simples manifestações, por mais numerosas e representativas que sejam.
Temos a representar-nos, o pior lote de políticos de que tenho memória, inteiramente preocupados em olhar para o seu umbigo, incapazes de aprender, e absolutamente surdos às manifestações de descontentamento do povo.
Portanto, jovens, se querem alguma coisa, façam alguma coisa!...
Quem anda à espera de sapatos de defunto, anda toda a vida descalço.
Sem o estabelecimento de uma nova ordem, as eleições que se seguem, e todas as outras que se lhe hão de seguir, nada resolverão, por causa da péssima qualidade desses políticos que temos como deputados, e dos vícios e condicionamentos mentais, de que enfermam. Em regra geral, eles são extremamente loquazes, mas ainda mais mentirosos, limitados e incompetentes! 
O povo, para eles, é simplesmente um trampolim, com o qual se guindam ao seu próprio cocuruto, onde passam a viver, numa espécie de ninho de cucos.
Como hão de sentir-se os homens ainda vivos, que na sua juventude, puseram generosamente a própria vida ao serviço da sua pátria, perante a balbúrdia que enfrentamos e a miséria a que chegámos?
Como se sentirão os velhos, jovens capitães de Abril?
No meu cepticismo, acredito que se os jovens viessem agora a ser poder, se tornariam ao fim de alguns anos de exercício, iguais aos que agora expulsavam da «gamela», mas entretanto, já muita coisa teria mudado, e de forma irreversível.
E se é verdade que uma boa dose de cepticismo é positiva, não podemos deixar que ele nos estorve a acção.
Força, juventude!...