Parece que ainda continua o estado de graça de Passos Coelho.
Os passos, até agora dados por Passos para satisfação das sôfregas necessidades monetárias do Estado, não diferem das do costume de todos os governos anteriores, ou seja, se é preciso dinheiro, aumentam-se impostos.
As medidas acordadas e ora anunciadas – que acredito imprescindíveis – estrangulam a economia por muitos e bons anos.
É imperativo que o governo elimine as colossais e inúteis despesas do Estado, e que comece já a dar sinais fortes e claros, de que está interessado em fazê-lo.
Temo que – tal como todos os governos que o antecederam – padeça de heterotropia ou de falta de coragem.
No entanto, o povo não pode nem deve deixar de reclamar com todos os meios ao seu alcance, a contenção da despesa pública, aproveitando a crise para tornar o Estado mais económico, mais moderno e mais funcional.
Para além de forte contenção nas despesas sumptuosas e inúteis, deve proceder-se também a uma verdadeira reforma administrativa, prescindindo de dois terços dos funcionários públicos e tornando o outro terço muito mais operacional.
O que quero dizer – e isto sem sombra de dúvidas – é que se os serviços públicos pudessem ser exercidos sob administração de privados, seriam exercidos com muito maior eficiência só com um terço do pessoal.
Então nas câmaras municipais – percebe-se à vista desarmada – que a redução de pessoal poderia ser para um décimo – e com grandes ganhos de eficiência.
Em princípio, eu não acredito em líderes «paridos» pelos partidos políticos, porque julgo padecerem de «estrabismo congénito»; porém o povo, se quiser praticar uma verdadeira democracia participativa, pode obrigar os seus liders a corrigir a visão e a acção. Então faça-o! Com os meios que hoje tem ao seu dispor, não é difícil.
Isto, claro, na falta de líderes de ideias claras, crisólogos, e corajosos.
Esta intervenção não pode ser deixada a cargo dos sindicatos – hoje já só representantes da função pública, correia de transmissão dos partido, e a quem deve é ser limitada a acção – porque os sindicalistas são decrépitos, caducos, e estão agarrados como lapas, só à defesa do seu «tacho».
As câmaras municipais parecem fazer gala de gastar perdulária e sumptuosamente os recursos públicos, como se estes fossem inesgotáveis.
É preciso pôr um travão em tudo isto, e o povo tem de o exigir, com todas as suas forças e meios, sabendo que do outro lado estão as forças que o não querem.
Sei quão polémico e controverso é este texto, porém sendo um apelo à coragem e acção popular, não podia ser de outra maneira. Repare-se que isto não é um apelo ao manguito, mas sim à acção.
É necessário e urgente acabar com a bagunça e com o desperdício.
Então, faça-se! Então, obrigue-se o governo a actuar nessa área!
Tem de ser o povo a exigi-lo activamente.
Repudiemos governos formados por «zarolhos»!
Passos, não podes esperar para o fim, para mostrares que és corajoso e capaz!...
Ou te afirmas já, ou os portugueses vão ter de suportar com mágoa – muita mágoa – muitos anos de sacrifícios inglórios!...
Zé Macário
22/07/2011
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ResponderEliminarMeu caro, como eu gostos de ler o que escreves!
ResponderEliminarMuitas vezes concordando, outras discordando. Desta vez realmente, nem concordando nem discordando, apenas lamentando que também tu ainda acredites nesta cambada de inúteis, que cada dia mudam os seus discursos. Há muito pouco tempo, dizia o chefe do governo existir um buraco colossal. Na festa do PSD em Vila Real, voltou a referir isso, dando razão à Moody's. Desmentiu o seu ministro das finanças e ontem mesmo em Bruxelas, já teve que dar o dito por não dito.
Temos assistido nos últimos dias a um festival da mesma musica e das mesmas danças. Ora agora toco eu e danças tu, ora agora tocas tu e danço eu. Pena que pague sempre o mesmo, até que alguém diga: Basta de sermos f……
Realmente não percebo. Já agora não sei se viste nos telejornais desta semana, pelo menos por três vezes, apareceu S Exª o Presidente da República, junto de duas figuras, que muito contribuíram para o bem estar deste país. Ferreira Torres e Isaltino Morais. Bons exemplos de seriedade e democracia que têm dado a este pobre país.