sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ilusionismo


Tenho ouvido dizer a entendidos na matéria, que há em Portugal cerca de 14.000 instituições de âmbito de solidariedade social. E destas, cerca de um quarto administradas por movimentos da igreja católica, movimentos estes, que por sua vez realizam cerca de 90 por cento da mesma acção social.
Para além de existirem «penduradas» em subsídios estatais, o exercício real das outras cerca de 10.500 instituições, em termos gerais, parece assim, ser quase nulo, e pouco claro.
Acaso será nestas, que estão colocados os tais boys do governo? E com que directrizes?
Verdadeiramente não o sabemos. Sabemos porém, que elas são extremamente ciosas na defesa dos «seus territórios», e acredito mesmo que podem ser propícias ao exercício do caciquismo.
Será que, por exemplo, o programa «novas oportunidades» terá muita mais importância, que a simples certificação de incompetências, e que os seus utilizadores devem realmente ofender-se com quem levantou esta «lebre»?  E mesmo que alguns pudessem eventualmente considerar-se ofendidos, deviam ser eles, ou outros em nome deles, a manifestar a dita ofensa?
Parece-me ter-se instituído em Portugal a «indústria» do desgraçadinho, e com ela, a consequente «indústria» da caridadezinha do estado, em que quase toda a gente se «pendura». E esta «indústria» tornou-se de tal forma corriqueira, que agora até já os mais pobres lhe recorrem.
Os nossos instintos reflexos ficam de tal forma condicionados por este sistema pavloviano, que deixamos de querer perceber a verdadeira realidade do momento que vivemos, e assim somos conduzidos como cordeiros, para o altar do sacrifício.
Quantos Mercedes, Audis e Porches circularam ou circulam nas estradas de Portugal, pagos com dinheiro proveniente do fundo social europeu?
Será que, por exemplo, o subsídio de desemprego só beneficia desempregados?
E não deverá fazer-se pergunta de idêntico teor, relativamente aos subsídios para a indústria ou para a agricultura, e para tantas outras actividades?
Sim, por alturas de eleições lá vêm os concessionários dessas pseudo benesses, lembrar que, de tais lhes somos devedores, ou mesmo ameaçar com a sua perda, os que neles não votarem. E é exactamente aqui, que esses senhores condicionam, em benefício próprio, a nossa inteligência e os nossos instintos reflexos.
Só assim se poderão compreender as sondagens que já dão vitória aos que nos lançaram a todos neste buraco.
Enquanto o país se afundava economicamente em dívidas, estes indígenas do governo presentearam-nos com o direito ao casamento entre indivíduos do mesmo sexo, estará para breve o seu direito à adopção, e não tardará também que os velhos e doentes conquistem o direito de serem assassinados através de uma lei da eutanásia, enquanto as gerações mais jovens manterão o direito de viverem por favor.
Meus amigos, os chantagistas são abomináveis badamecos sem carácter!
Não cedam às chantagens, e votem livremente!
O exercício da liberdade é também um acto de inteligência!

Zé Macário
20/05/2011

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