Andava Jesus Cristo cá pela terra, e um dia contou uma parábola mais ou menos do seguinte teor:
Em certa altura um administrador, sabendo que iria ser despedido, chamou os indivíduos que deviam dinheiro ao seu senhor, e acertou com eles o registo de uma imensa redução da dívida, lesando com este «furto» os interesses que devia defender.
Caindo na miséria depois de despedido, este administrador, foi recebido e alimentado em casa daqueles a quem tinha reduzido as dívidas.
E Cristo termina a parábola louvando a acção deste homem por saber conquistar amigos com o dinheiro da iniquidade.
Tendo defendido noutra ocasião que é devido a César o que é de César, parece-me haver contradição entre estes dois princípios.
Sem pretender reduzir o pensamento de Cristo (Deus), à dimensão da minha compreensão (humana), mas supondo que era para mim que falava, confesso simplesmente que não percebo a parábola.
Terei ouvidos de ouvir? Terei sentidos de sentir?
Possivelmente uma qualquer interferência na minha «parabólica» não deixa chegar o sinal, com a nitidez necessária à compreensão da parábola.
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