Está-se em crise económica e financeira em Portugal há vários anos, mas mais pronunciadamente desde 2009.
O Sr. Engenheiro António Guterres cedeu tudo perante todas as reivindicações, e o país começou nessa altura em queda abrupta até chegar ao estado deplorável e vergonhoso em que hoje vivemos. Achava esse senhor que, só porque nada era dele, podia dar tudo a toda agente; para além de que sonhava resolver todos os problemas do Estado pela via do diálogo, beijinhos e abraços.
Porque descurou os verdadeiros e grandes problemas do país, quando deu por ela, o Estado estava com temíveis índices de indícios de corrupção, e ele viu finalmente o pântano em que o país mergulhara e foi-se embora.
Bem clamava Cavaco Silva contra o «monstro» despesista do Estado, que engolia descontroladamente quase toda a produção da população portuguesa e aumentava a dívida externa a cada dia que passava; no entanto no país parecia correr o maná
Como primeiro-ministro, sucedeu àquele Sr. António Guterres, um outro engenheiro
do mesmo partido que, parecendo uma personalidade mais forte, estava embuído da mesma doutrinação partidária e continuou a conduzir teimosamente o país numa rota descendente de descalabro. Os alertas de Cavaco Silva e Manuela Ferreira Leite caiam sempre em saco roto e assim fomos caindo, caindo até ao abismo
A república, cujo centenário se celebra este ano de 2010, fora sempre perdulária com governantes, deputados e outros altos «servidores» do Estado e por isso este pobre povo nunca passou da cepa torta; no entanto, é vox populi que o grande sorvedouro de dinheiros públicos são as câmaras municipais, tal como se acredita que é nelas que existem os maiores índices de corrupção.
Os serviços prestados pelas Câmaras aos seus munícipes, seria prestado com menos de um décimo do pessoal que estas ocupam, se fosse prestado por empresas privadas.
Então porque não se reforma o Estado?
A filosofia social (pós 25 de Abril) de um Estado paternalista que acuda a todas as necessidades dos cidadãos, desresponsabiliza estes, pela poupança; por outro lado para que o Estado assim acuda a tudo, faz com que os trabalhadores descontem para o mesmo Estado, mais de metade da sua produção e riqueza; perdendo assim a vontade de produzir.
Não pode o Estado dar de comer, fraldas, roupas, livros e tantas outras coisas que devem ser obrigações dos pais.
É absolutamente necessária uma reformulação do Estado e precisar o que deve ser obrigação do Estado e o que deve ser obrigação dos cidadãos, individualmente considerados.
O Estado tem de conter os seus gastos e cortar seriamente nas despesas, principalmente nas redundantes e supérfluas.
Não pode o povo assistir impávido e sem um grande desconforto, à assistência que o Estado assegura a uma corja de madraceiros, a quem atribui habitação e todo o género de subsídios; sendo estes, muitas vezes, actores de uma economia paralela, da qual não pagam qualquer imposto.
Zé Macário
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